TJMG mantém condenação de ex-vereadores de Baependi por esquema de 'rachadinha'
Fachada da sede do TJMG em Belo Horizonte Juarez Rodrigues / TJMG O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a condenação de dois ex-vereadores de ...
Fachada da sede do TJMG em Belo Horizonte Juarez Rodrigues / TJMG O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a condenação de dois ex-vereadores de Baependi (MG) por envolvimento em um esquema de “rachadinha” com assessores parlamentares. O esquema teria ocorrido entre 2021 e 2023. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Segundo as investigações, Júlio César Junqueira dos Santos e Jefferson Nascimento exigiam que assessores repassassem parte dos valores recebidos por meio de diárias de viagens oficiais. Os servidores também eram obrigados a custear despesas das viagens, sob ameaça de perder os cargos comissionados caso não cumprissem as determinações. Ex-vereadores de Baependi são condenados por improbidade em esquema de 'rachadinha de diárias' Câmara Municipal Baependi Ao analisar os recursos apresentados pelas defesas, a 1ª Câmara Criminal do TJMG considerou que havia provas suficientes da prática dos crimes na maior parte dos fatos apresentados na denúncia e manteve a decisão de 1ª instância ocorrida em janeiro deste ano. Entre as provas consideradas estão depoimentos das vítimas, documentos, comprovantes bancários, notas fiscais e informações extraídas de aparelhos eletrônicos. A investigação também apontou que um dos condenados exigia o pagamento de honorários advocatícios com dinheiro dos próprios assessores. Ex-vereadores de Baependi são condenados por improbidade em esquema de 'rachadinha" Com a decisão, um dos ex-vereadores teve a pena fixada em seis anos de reclusão, em regime inicial semiaberto. O outro foi condenado a nove anos e seis meses de prisão, em regime inicial fechado. O Tribunal também manteve a perda dos cargos públicos e a condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos. Segundo o TJMG, a medida considera os prejuízos causados à moralidade administrativa e à confiança da sociedade nas instituições públicas. O g1 tenta localizar a defesa dos ex-vereadores. Após a decisão de primeira instância, em janeiro deste ano, a defesa de Jefferson Nascimento disse que “o ex-vereador afirma que nunca cometeu crime ou ilegalidade passível de improbidade administrativa”. Ainda na época, a defesa de Júlio César declarou que o ex-parlamentar era inocente e que, no recurso, iria apresentar novamente documentos que haviam sido anexados ao processo, mas que teriam sido “ignorados pela Justiça”. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas