Saiba em que locais do Palácio da Liberdade estão 6 das pinturas retiradas do Palácio das Mangabeiras

Biombo “Cenas de garimpo”(1952), de Emiliano Di Cavalcanti, no hall de entrada do Palácio da Liberdade. Fernanda Torquato Parte das obras de arte que integ...

Saiba em que locais do Palácio da Liberdade estão 6 das pinturas retiradas do Palácio das Mangabeiras
Saiba em que locais do Palácio da Liberdade estão 6 das pinturas retiradas do Palácio das Mangabeiras (Foto: Reprodução)

Biombo “Cenas de garimpo”(1952), de Emiliano Di Cavalcanti, no hall de entrada do Palácio da Liberdade. Fernanda Torquato Parte das obras de arte que integravam o acervo do Palácio das Mangabeiras, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, e que são alvo de investigação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) está atualmente no Palácio da Liberdade, na mesma região. Em visita ao local, o g1 identificou cinco pinturas que aparecem em fotografias internas do Mangabeiras feitas em 2012. Além delas, outra pintura localizada no Palácio da Liberdade também fazia parte do acervo da antiga residência oficial de governadores, segundo especialistas de setores das artes ouvidos pela reportagem. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Os bens públicos de valor histórico e artístico entraram na mira de deputados da oposição ao governo mineiro sob suspeita de que parte do acervo tenha sido retirada do Palácio das Mangabeiras sem transparência e com possível desvio. O governo, por sua vez, durante audiência na Comissão de Cultura da ALMG, na última quinta-feira (16), enumerou itens que teriam sido retirados do palácio. Na audiência, a diretora-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), Luísa Barreto, disse que, dos mais de 3.900 objetos pertencentes ao acervo do Mangabeiras, 19 são pinturas que estão no Palácio da Liberdade. Agora no g1 O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), órgão vinculado ao governo, informou que subsidiou parcialmente a apresentação da Codemge na ALMG e confirmou que as 19 obras de arte atualmente no Palácio da Liberdade, em exposição ou não, estavam no acervo do Palácio das Mangabeiras. A reportagem solicitou e ainda não recebeu o inventário completo do Palácio das Mangabeiras. Por isso, a identificação do acervo que consta no Palácio da Liberdade foi feita com base em fotografias do Palácio das Mangabeiras cedidas pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult). A comparação foi feita fotografia por fotografia, confrontando imagens internas do Palácio das Mangabeiras, produzidas em 2012, com a situação encontrada pela reportagem no Palácio da Liberdade em julho de 2026. Saiba onde estão obras de arte em exposição no Palácio da Liberdade: O biombo “Cenas de garimpo”, de Emiliano Di Cavalcanti, de 1952, que já tinha sido encontrado pela reportagem do g1 no dia 3 de julho em um hall lateral do primeiro piso, agora foi posicionado no hall de entrada, debaixo da escadaria de ferro. A pintura "Santa Ceia” (1959), de Emeric Marcier, que ficava na sala de jantar do Mangabeiras, está em uma sala do segundo andar. Já o quadro “Cabeça de Papel” (1965), mais conhecido como “Menino do Tambor”, de Regina Vateri, e a pintura “Natureza Morta” (1963), de Inimá de Paula, estão localizados em uma das salas do terceiro andar do Liberdade. Á esquerda, biombo “Cenas de garimpo” (1952), de Emiliano Di Cavalcanti, no Palácio das Mangabeiras, em 2012, e à direita no hall do Palácio da Liberdade, em 2026. Initial plugin text Mas a reportagem solicitou e ainda não recebeu o inventário completo do Palácio das Mangabeiras e, por isso, a identificação do acervo que consta no Palácio da Liberdade foi feita com base nas fotografias do Palácio das Mangabeirascedidas pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult). Á esquerda “Santa Ceia” (1959), de Emeric Marcier no Palácio das Mangabeiras, em 2012, e à direita, o mesmo quadro em sala do segundo andar do Palácio da Liberdade, em 2026. Initial plugin text Á esquerda, Cabeça de Papel” (1965), de Regina Vateri, no Palácio das Mangabeiras, em 2012, e à direita no Palácio da Liberdade, em 2026. Initial plugin text À esquerda Natureza Morta” (1963), de Inimá de Paula, no Palácio das Mangabeiras, em 2012, e à direita no Palácio da Liberdade, em 2026. Initial plugin text Obras de arte em locais de visitação restrita: Na sala ao lado dos aposentos da Rainha, no Palácio da Liberdade, está o objeto de arte chamado Espelho Águia (Fênix), que ficava na biblioteca do Palácio das Mangabeiras. Já o quadro “Bule e Garrafas” (1965), de Lacerda, que estava exposto em 2012 em uma das paredes do Mangabeiras, agora está em uma sala do setor administrativo do Liberdade. À esquerda, objeto de arte chamado Espelho Águia (Fênix) na biblioteca do Palácio das Mangabeiras, em 2012. Á direita, o mesmo objeto no Palácio da Liberdade. Initial plugin text À esquerda quadro “Bule e Garrafas” (1965), de Lacerda, em uma sala do Palácio das Mangabeiras, em 2012. À direita, o mesmo quadro em sala do Palácio da Liberdade. Initial plugin text Apesar de não constar nas fotografias cedidas pelo governo, fontes entrevistadas pelo g1 ligadas a setores das artes afirmaram que a pintura “Diabolo” (1951), de Massimo Campigli, que está hoje na sala da curadoria do Palácio da Liberdade, também pertencia ao acervo do Palácio das Mangabeiras. O quadro é o único exemplar de um artista estrangeiro na coleção. Campigli foi um pintor e jornalista italiano cuja obra é marcada por representações do universo feminino. “Diabolo” (1951), de Massimo Campigli. Fernanda Torquato Outros objetos do Mangabeiras Durante a visita ao Palácio da Liberdade, a reportagem também teve acesso a outras obras de arte, inclusive peças mantidas na reserva técnica. Como o inventário completo dos dois palácios não foi disponibilizado e não há registros fotográficos conhecidos que permitam confirmar a presença dessas obras no Palácio das Mangabeiras, elas não são identificadas nesta reportagem. No que se refere ao mobiliário e a objetos de decoração, o g1 identificou peças que aparecem nas fotografias de 2012 no Mangabeiras e estão no Palácio da Liberdade. Entre elas: Cadeiras braços e estofado preto estão na sala em homenagem a Conceição Piló; Um tapete arraiolo redondo na Sala das Primeiras-damas; Dois vasos chineses na Sala dos Governadores; Dois pratos de louça azul e branco e dois abajures na Sala de Reuniões; Dois candelabros no escritório do Governador; Um divã branco localizado na parte administrativa; Na Sala de Almoço estão 10 cadeiras pretas sem braços, e outras peças do mesmo modelo foram encontradas distribuídas por diferentes ambientes do Palácio da Liberdade. Montagem de fotografias com mobiliário e objetos do Palácio das Mangabeiras no Palácio das Artes. Fernanda Torquato O que diz o governo de MG Em nota, o governo de Minas Gerais afirmou que não houve qualquer irregularidade na destinação do acervo e que todos os bens estão cadastrados e com localização registrada nos sistemas oficiais. Disse que "repudia especulações relativas aos itens do Palácio das Mangabeiras e reafirma, como tem dito desde o primeiro momento, que todos os bens que integravam o acervo quando desde o início da atual gestão, em janeiro de 2019, encontram-se devidamente cadastrados e com sua localização registrada nos sistemas oficiais". Vídeos mais vistos do g1 Minas