Quem era Antônio Pereira, referência na memória histórica de Uberlândia

Antônio Pereira foi escritor, jornalista e pesquisador de Uberlândia TV Integração/Reprodução Uberlândia se despede nesta terça-feira (5) de Antônio Pe...

Quem era Antônio Pereira, referência na memória histórica de Uberlândia
Quem era Antônio Pereira, referência na memória histórica de Uberlândia (Foto: Reprodução)

Antônio Pereira foi escritor, jornalista e pesquisador de Uberlândia TV Integração/Reprodução Uberlândia se despede nesta terça-feira (5) de Antônio Pereira da Silva, um dos principais nomes na preservação da memória histórica da cidade. Jornalista por definição e historiador por vocação, ele dedicou décadas a registrar transformações, personagens e episódios marcantes do município. O escritor e historiador morreu durante a madrugada, em decorrência de complicações de saúde após enfrentar metástase óssea causada por câncer de próstata. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp O velório ocorre na Loja Maçônica Luz e Caridade, na avenida Cesário Alvim, 606, no Centro de Uberlândia, a partir das 14h30. O sepultamento está previsto para ocorrer às 9h30, no Cemitério São Pedro, na quarta-feira (6). Seis décadas dedicadas à história de Uberlândia Natural da cidade de Queluz (SP), Antônio chegou a Uberlândia em 1961. Em entrevista à TV Integração há cinco anos, ele chegou a relembrar a tranquilidade daqueles tempos, de ruas com poucos carros, atravessadas sem medo. Antônio Pereira da Silva tinha formação em Direito, mas se definia como jornalista, não necessariamente como historiador. Mas, por escrever para jornais, reconhecia que o contato com o jornalismo inevitavelmente levava à história. E, então, desenvolveu forte atuação como pesquisador e escritor da história de Uberlândia. No exercício diário de pesquisa, Antônio Pereira se destacou por revelar episódios pouco conhecidos da história local. Entre suas descobertas mais curiosas está a afirmação de que Uberlândia teria sediado o primeiro casamento civil do Brasil. Segundo seus estudos, a união entre Zé Teixeira e Dona Francisca ocorreu em 14 de janeiro de 1890, antes mesmo do decreto oficial e meses antes de sua entrada em vigor. LEIA TAMBÉM: Morre diretora da Faculdade de Medicina da UFU em Uberlândia Eles nos deixaram em 2025: vejas as mortes que marcaram Uberlândia, Uberaba e região Muito além da história Pereira também foi um apaixonado por música brasileira. Seu acervo impressionava com cerca de 9 mil discos de vinil. Esse interesse o levou a atuar como crítico musical, analisando artistas, estilos e períodos da música popular brasileira. Sua curiosidade intelectual nunca ficou restrita a uma única área. Ao longo da vida, acumulou funções diversas: foi servidor público, secretário de ação social e pesquisador, sempre mantendo o olhar atento para a cidade e sua cultura. Um trabalho que ajudou a construir uma narrativa própria de Uberlândia, valorizando personagens e acontecimentos que poderiam ter sido perdidos no tempo. Em reconhecimento à relevância de sua trajetória, a Prefeitura de Uberlândia publicou nesta terça-feira um decreto de luto oficial, destacando a importância do pesquisador para o registro e a valorização da história do município. Antônio Pereira, historiador de Uberlândia, morre aos 91 anos TV Integração/Reprodução Antônio Pereira, historiador de Uberlândia, morre aos 91 anos TV Integração/Reprodução Antônio Pereira dedicou 6 décadas à pesquisa e memória de Uberlândia TV Integração/Reprodução ASSISTA TAMBÉM: Historiador de Uberlândia explica tradição do nome dos cemitérios da região Historiador de Uberlândia explica tradição do nome dos cemitérios da região VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas