Operação policial prende 5 pessoas suspeitas de participarem de 'tribunal do crime' e morte de jovem em Extrema

Polícias de MG e SP fazem operação contra facção criminosa em Extrema Polícia Civil/Divulgação Uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Minas G...

Operação policial prende 5 pessoas suspeitas de participarem de 'tribunal do crime' e morte de jovem em Extrema
Operação policial prende 5 pessoas suspeitas de participarem de 'tribunal do crime' e morte de jovem em Extrema (Foto: Reprodução)

Polícias de MG e SP fazem operação contra facção criminosa em Extrema Polícia Civil/Divulgação Uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Minas Gerais e o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo prendeu quatro homens e uma mulher na manhã desta sexta-feira em Extrema (MG). A ação faz parte da investigação que apura a morte de Cícero Yuri Barbosa de Almeida, encontrado morto às margens da MG-460 em julho deste ano. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A operação foi batizada de "Tribunal de rua". Ao todo, a polícia identificou 11 investigados por envolvimento no crime e pediu a prisão preventiva de todos. Segundo a Polícia Civil, a vítima teria sido submetida a um "tribunal do crime" promovido por integrantes de uma facção criminosa antes de ser executada. O processo apura os crimes de homicídio qualificado e organização criminosa. O corpo de Almeida foi encontrado na manhã de 7 de julho, próximo à MG-460. Ele estava com as mãos e pés amarrados com fios de cobre, que também foram enrolados em seu pescoço. Ele usava roupas com faixas refletivas, semelhantes a um uniforme de trabalho. A perícia constatou que não havia marcas de sangue no local onde o corpo foi localizado, o que levantou a hipótese de que o homicídio tenha ocorrido em outro endereço e depois o corpo da vítima tenha sido deixado no local onde foi encontrado. As investigações policiais apontaram que o "julgamento" e a execução de Almeida aconteceram na casa de um dos investigados, onde também funcionava uma oficina mecânica. Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão no local, os policiais encontraram um pedaço de fio com características semelhantes ao material usado para amarrar Almeida. Também foi localizada uma bolsa que, segundo a investigação, era utilizada pela vítima no último dia de vida. Dentro dela havia um cigarro e uma porção de maconha. Um colete refletivo encontrado parcialmente molhado em um tanque também apresentava partículas de areia consideradas compatíveis com os vestígios encontrados sobre o corpo. A perícia realizada no imóvel também utilizou luminol, reagente capaz de revelar vestígios de sangue mesmo depois de uma tentativa de limpeza. Segundo a Polícia Civil, o exame apontou a presença de resquícios de material genético que teriam sido lavados pelos autores na tentativa de ocultar provas. As investigações também mostraram, por meio de dados de georreferenciamento de tornozeleira eletrônica, que um dos suspeitos estava na casa durante o horário estimado do crime. Lucas Soares traz o que foi destaque nesta semana no g1 Sul de Minas Testemunha relatou o crime Uma das principais informações usadas na investigação veio do depoimento de uma mulher que relatou que, na noite do crime, viu um homem sentado no sofá da casa de um dos suspeitos, sendo interrogado por três homens. Outros suspeitos acompanhavam à distância, por meio de uma chamada de vídeo e viva-voz no celular. A testemunha afirmou ter reconhecido a vítima por meio de fotografias apresentadas pela polícia. Ainda conforme o depoimento, Almeida teria sido questionado sobre sua ligação com uma facção criminosa rival e contado que havia cobrado uma dívida relacionada ao tráfico de drogas. A testemunha relatou que, durante o julgamento, integrantes do grupo teriam decidido pela morte de Almeida. Segundo a versão apresentada à polícia, ele foi amarrado pelo pescoço com fios de cobre e, depois, um dos suspeitos teria usado uma barra de ferro para apertar os fios até provocar a morte da vítima. Após a morte, ainda segundo as investigações, o corpo teria sido colocado em um veículo e levado até as margens da MG-460, onde foi deixado. A moto de Almeida foi localizada abandonada e queimada nas proximidades da rodovia Fernão Dias. Câmeras de segurança registraram dois veículos suspeitos escoltando a moto conduzida por um homem de capacete. Em depoimento, um dos investigados confessou ter incendiado o veículo a mando do grupo por conta da dívida de drogas, alegando ter sofrido coação moral. A Polícia Civil, porém, informou não encontrar elementos que comprovem a alegação de ameaça. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas