Justiça manda soltar empresário investigado por sumiço de sacas de café após acordo milionário no MP
Justiça manda soltar empresário investigado por sumiço de sacas de café A Justiça de Minas Gerais mandou soltar o empresário de Franca (SP) Elvis Vilhena ...
Justiça manda soltar empresário investigado por sumiço de sacas de café A Justiça de Minas Gerais mandou soltar o empresário de Franca (SP) Elvis Vilhena Faleiros, investigado por sumiço de R$ 132 milhões em sacas de café de produtores de Ibiraci (MG). A determinação que revogou a prisão preventiva foi dada após a assinatura de um termo de ajustamento de conduta em que a empresa EldoradoAgro se comprometeu em indenizar em R$ 47,2 milhões os integrantes da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil), vítimas do desaparecimento das sacas. O valor a ser compensado, segundo o TAC firmado com o Ministério Público, é o que Faleiros acumula em direitos creditórios na empresa por meio de herança. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Diante da garantia, ainda que parcial de ressarcimento, a Justiça entendeu que houve uma mudança no contexto do processo, que permitirá ao empresário responder em liberdade, cumprindo outras medidas cautelares. O empresário Elvis Vilhena Faleiros, de Franca (SP), é suspeito de sumir com 21 mil sacas de café que estavam armazenadas nos barracões de cooperativa em Ibiraci (MG) Arquivo pessoal "Após a decretação da prisão preventiva, sobreveio alteração relevante das circunstâncias que justificaram a segregação cautelar, notadamente em razão da celebração do Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o Ministério Público e a empresa EldoradoAgro, o qual assegura patrimônio suficiente para garantir, em grande parte, o ressarcimento dos prejuízos experimentados pelos produtores rurais lesados", analisou o juiz Roberto Carlos de Menezes. Enquanto permanecer em liberdade provisória, segundo a Justiça, o empresário será monitorado eletronicamente, além de estar proibido de manter contato com vítimas, testemunhas e corréus do processo. Advogado de defesa de Elvis Vilhena Faleiros, Donizete dos Reis Cruz afirmou que o empresário nunca teve intenção de causar prejuízo aos produtores e não agiu com intenção criminosa. De acordo com o advogado, o caso é resultado de "negócios mal sucedidos que levaram a dívidas". A defesa sustenta ainda que a prisão preventiva do empresário foi ilegal e arbitrária, por entender que, na prática, tratou-se de uma prisão civil por dívida, o que é vedado pela legislação brasileira. LEIA TAMBÉM Acordo firmado pelo MP prevê R$ 47,2 milhões para indenizar cafeicultores em MG Empresário de Franca é suspeito de sumir com sacas de café avaliadas em R$ 132 milhões Empresário de SP suspeito de sumir com sacas de café e causar prejuízo de R$ 50 milhões é preso em MG Sumiço de 21 mil sacas de café O acordo com o Ministério Público foi firmado no âmbito de um inquérito civil instaurado pela Promotoria de Justiça de Minas Gerais para assegurar a reparação dos danos relacionados ao caso que investiga o desaparecimento de 21 mil sacas de café armazenadas nos barracões da Cocapil, presidida por Faleiros, e principal investigado no caso. Segundo a Polícia Civil, o esquema pode ter feito cerca de 180 vítimas e provocado um prejuízo de, pelo menos, R$ 132 milhões, incluindo perdas dos produtores, dívidas bancárias e com fornecedores. A fraude começou a ser descoberta em agosto do ano passado, quando produtores procuraram a cooperativa para retirar sacas de café e constataram que o produto não estava mais nos armazéns. Faleiros teve a prisão decretada pela Justiça em janeiro e foi preso em fevereiro, em Frutal (MG), após permanecer mais de um mês foragido. Ele é investigado pelos crimes de apropriação indébita, gestão temerária de cooperativa e associação criminosa. Além dele, dois diretores da Cocapil tiveram os bens penhorados durante as investigações. Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil) Lindomar Cailton/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca