Guardas de BH fiscalizarão credenciais de ambulantes no carnaval; polícia apura possíveis falsificações

Credenciais são vendidas de forma ilegal nas redes sociais e os preços variam de R$300 a R$ 799. Redes sociais A Prefeitura de Belo Horizonte, a Polícia Civi...

Guardas de BH fiscalizarão credenciais de ambulantes no carnaval; polícia apura possíveis falsificações
Guardas de BH fiscalizarão credenciais de ambulantes no carnaval; polícia apura possíveis falsificações (Foto: Reprodução)

Credenciais são vendidas de forma ilegal nas redes sociais e os preços variam de R$300 a R$ 799. Redes sociais A Prefeitura de Belo Horizonte, a Polícia Civil e a Guarda Municipal divulgaram nesta quarta-feira (4) as ações adotadas para coibir a venda irregular de credenciais de ambulantes para o carnaval de 2026. A Guarda Municipal ficará responsável pela fiscalização do documento, necessário para comercializar bebidas e adereços carnavalescos em desfiles de blocos na capital. Na terça-feira, a TV Globo mostrou que os crachás — gratuitos, pessoais e intransferíveis para quem se cadastrou na Belotur — estavam sendo oferecidos nas redes sociais por valores entre R$ 300 e R$ 799. A prática é proibida e pode ser considerada falsidade ideológica (leia mais abaixo). Em entrevista coletiva, o secretário de Segurança e Prevenção Márcio Lobato e o delegado Flávio Grossi afirmaram que as autoridades apuram, além da comercialização ilegal, a possibilidade de falsificação e reprodução dos documentos. 🎉 O g1 preparou um mapa com todas as informações de cada bloco já confirmado e uma tabela com nome, dia, horário ou local (confira ao fim da reportagem). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Casal sob investigação Em uma diligência no bairro Havaí, na Região Oeste, policiais civis e guardas municipais foram à residência de um casal de anunciantes das credenciais para averiguar indícios ou materiais de falsificação. Segundo a Polícia Civil, os ambulantes apresentaram dois documentos por espontânea vontade, e nenhuma irregularidade foi constatada no local. "A primeira preocupação da Polícia Civil era entender se aquelas credencias eram daqueles indivíduos que estavam vendendo", disse Grossi. Agora os agentes buscam certificar a autenticidade dos cadastros no município. Os dois suspeitos seguem sob investigação e foram vetados de trabalhar nas ruas durante a folia. A Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur) reforçou que a capital conseguiria atender a demanda de todos os cadastrados como ambulantes. "A gente já havia disponibilizado 14 mil cadastros. Chegamos ao período de entrega de credenciais com 11.528 ambulantes. Ou seja, havia espaço para essas credenciais serem retiradas. [...] Teve gente que se cadastrou e não foi retirar a credencial nas datas", destacou Eduardo LEIA TAMBÉM: BH credencia 11,5 mil ambulantes para o carnaval de 2026 Fiscalização pela Guarda Municipal A Guarda Municipal também informou que vai estar com todo o efetivo empenhado nos dias de carnaval. A instituição terá uma equipe especial para fiscalizar os ambulantes, que devem seguir algumas regras determinadas pela prefeitura, como: uso da credencial entregue pela Belotur, pessoal e intransferível, de forma visível e adequada; proibição da venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos; vedação ao comércio de alimentos, bebidas fracionadas e produtos em recipientes de vidro; saída imediata após o fim dos desfiles; proibição de trabalhar em eventos privados, mesmo que ocorram em áreas públicas. "Se tiver qualquer irregularidade, de imediato, a orientação é que a gente recolha essa credencial, suspenda o credenciamento desse ambulante, e ele vai perder o direito de estar trabalhando no carnaval", completou o comandante da Guarda Municipal Júlio César de Freitas. Se o vendedor estiver usando a credencial de outra pessoa, ele será conduzido a uma delegacia da Polícia Civil por possível crime de falsidade ideológica. "Esse ato simples de emprestar a credencial também constitui crime. [...] Esse crime [falsidade ideológica] pode acarretar uma série de crimes e fraudes contra o cidadão", afirmou o delegado Flávio Grossi. LEIA TAMBÉM: Credenciais de ambulantes do carnaval de BH são vendidas ilegalmente nas redes sociais