Amiga assiste a vídeo de ataque e diz que corretora morta em GO não 'percebeu maldade' do síndico no subsolo: 'achava que não seria capaz'

Vídeo mostra momento em que corretora é atacada no subsolo de prédio Após assistir ao vídeo divulgado pela Polícia Civil na quinta-feira (19), que registr...

Amiga assiste a vídeo de ataque e diz que corretora morta em GO não 'percebeu maldade' do síndico no subsolo: 'achava que não seria capaz'
Amiga assiste a vídeo de ataque e diz que corretora morta em GO não 'percebeu maldade' do síndico no subsolo: 'achava que não seria capaz' (Foto: Reprodução)

Vídeo mostra momento em que corretora é atacada no subsolo de prédio Após assistir ao vídeo divulgado pela Polícia Civil na quinta-feira (19), que registra o momento em que Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi atacada pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, a amiga Georgiana dos Passos Silva afirmou acreditar que a corretora de imóveis não "percebeu qualquer maldade" quando viu o síndico no subsolo do prédio. O síndico está preso pelo crime. “Ela chega a comentar no vídeo: ‘olha quem eu encontrei aqui embaixo’. Naquele momento, acreditava que seria apenas mais um corte de energia, como ele já havia feito outras vezes, e não percebeu qualquer maldade. A gravação transmite justamente essa impressão: de que ela imaginava estar diante de mais uma situação comum entre os dois e não suspeitava que ele pudesse fazer algo além disso”, disse Georgiana. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Após a gravação, Daiane ficou desaparecida por mais de 40 dias, e o corpo foi encontrado em mata em Caldas Novas, na região sul de Goiás. O síndico confessou o assassinato após ser preso. Daiane trocou mensagens com Georgiana quando descia para o subsolo, um pouco antes de desaparecer. Em nota, a defesa dele disse que ainda não teve acesso a todos os documentos recentemente inseridos na investigação, principalmente ao relatório final. Assim, vai se manifestar só após a análise de todo o conteúdo. O filho de Cléber, Maicon Douglas de Oliveira, foi preso suspeito de ajudar na ocultação de provas, mas a polícia descartou o envolvimento dele no crime. Segundo a polícia, ele será solto. O g1 entrou em contato com a defesa do filho do síndico, mas não houve retorno até a última atualização dessa reportagem. Georgiana dos Passos e a corretora Daiane Alves de Souza Reprodução/TV Anhanguera e Arquivo Pessoa/Fernanda Alves Gravações em tempo real A corretora de imóveis Daiane Alves Souza era natural de Uberlândia (MG), mas morava em Caldas Novas há dois anos para administrar as locações de apartamentos da família. Naquela noite, um dos imóveis ficou sem energia e ela desceu até o subsolo, onde ficam os quadros de energia para entender o que havia acontecido. Daiane gravava vídeos mostrando a queda de energia e enviava para Georgiana. Porém, o vídeo que mostra o ataque do síndico não chegou a ser enviado, uma vez que Daiane foi atacada durante a filmagem. “Ele estava com luvas nas duas mãos e com a capota (da caminhonete) aberta. Ele posicionou o carro mais próximo ao local onde pretendia render a Daiane”, explicou o delegado João Paulo Mendes. Amiga diz que corretora assassinada não percebeu maldade de síndico A gravação foi recuperada após o celular da vítima ser achado dentro de uma caixa de esgoto do prédio. Ele foi encontrado pela polícia no dia 30 de janeiro, quando foi feita uma perícia no prédio, e o síndico, que já estava preso, indicou o local. O celular ficou no esgoto por 41 dias. “Ela gravou os vídeos em tempo real, registrando tudo e me enviando na hora. No momento em que estava no elevador, também fazia uma gravação, mas foi justamente quando ele a atacou, e ela não conseguiu encaminhar o arquivo. Eu acreditava que esse terceiro vídeo esclareceria tudo o que a gente precisava entender. Quando vi a imagem dela no elevador, fiquei tentando imaginar o que havia nessa última gravação. Pelas imagens, ela consegue filmá-lo e é possível ver detalhes, mas ninguém imagina que alguém seria capaz de planejar algo como ele fez”, contou a amiga. Corretora de imóveis enviou vídeo para amiga momentos antes de desaparecer em Caldas Novas O crime Daiane Alves Souza de Oliveira desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025. A polícia concluiu ainda que ela foi morta com dois tiros na cabeça e que os disparos provavelmente foram feitos fora do prédio. "A perícia mostrou claramente que qualquer disparo dado seria ouvido na recepção do prédio”, informou o delegado André Luiz Barbosa. De acordo com o superintendente da Polícia Científica Ricardo Matos, a arma usada no crime é uma pistola .380 semiautomática. Uma das balas ficou alojada na cabeça e a outra saiu pelo olho esquerdo da vítima. LEIA TAMBÉM: Pai é preso por estupro após deitar em cima da filha Homem é preso suspeito de estuprar amiga da namorada Estudante é encontrada nua, dopada e com sinais violência Prisão e investigação Cléber e o filho foram presos no dia 28 de janeiro, no prédio onde Daiane desapareceu. Na ocasião, ele confessou o crime e indicou o local onde o corpo da vítima foi deixado, em uma área de mata a 15 km de Caldas Novas. Apesar de confessar, o síndico não havia informado como matou a corretora. No decorrer das investigações, a polícia encontrou o celular de Daiane, que estava escondido em uma tubulação de esgoto e fez perícias no subsolo do prédio, no carro do síndico e no local onde o carro dela foi encontrado. De acordo com a polícia, a recuperação do último vídeo gravado pela corretora foi o último ato da investigação. "Foi aí que conseguimos comprovar que o crime foi premeditado e cometido mediante emboscada", destacou o delegado João Paulo. Corpo de corretora foi encontrado a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, em Goiás Arte/g1 Motivação Cléber e Daiane tinham um histórico de brigas que evoluíram para processos na Justiça. Segundo a polícia, os conflitos eram motivados pela administração dos seis apartamentos da família da vítima, que antes era feita pelo síndico. “O síndico administrava [os apartamentos] e eles [família da vítima] passaram a administração para Daiane. Desde então, houve uma série de atritos. Ele foi denunciado por perseguição”, contou o delegado. Ao todo, são 12 os processos que envolvem Cléber e Daiane na Justiça. Quando Daiane ainda estava desaparecida, o síndico foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) pelo crime de perseguição contra a corretora. De acordo com a denúncia, Cléber teria utilizado a posição de síndico para criar obstáculos à rotina de Daiane, passando a vigiá-la por meio do sistema de câmeras do condomínio e submetê-la a constrangimentos. Entenda briga que pode ter sido motivo do assassinato da corretora em Goiás Sepultamento em Uberlândia Após ser liberado pelo Instituto Médico Legal de Goiânia (IML) na noite de 3 de fevereiro, o corpo da corretora Daiane Alves Souza chegou a Uberlândia no dia 4, onde foi sepultado no Cemitério e Crematório Parque dos Buritis. Durante parte do cortejo, familiares e amigos pediram justiça. "Apesar desses 40 e tantos dias, percebo que tudo foi conduzido para estarmos aqui hoje. É um dia de felicidade, porque agora sei que a minha filha tem um lugar para ficar. Agora é seguir a vida e buscar justiça", disse Nilse Alves, mãe da corretora. Adeus à corretora Daiane Alves VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas